1 de fevereiro de 2015

Primeira Dança - 3 (1/3)


Abandonar aquele lugar de modo que ninguém fosse aperceber-se, era a tarefa mais simples. Durante anos era um facto que já tinha dominado maneiras demasiado eficazes para sair e voltar entrar em qualquer evento que era obrigada a comparecer.
Entramos no primeiro taxi que parou, não era Nova Iorque, logo não tinha sido algo quase impossivel de acontecer. Joseph disse ao motorista o nome de algo que pareceu-me ser algum clube noturno. Minhas mãos ficaram geladas de imediato.
Nunca tinha ido a um clube nocturno, nem sequer bares universitários, os unicos lugares que frequentava que eram quase semelhantes eram os eventos que ia com meu pai desde que era capaz de formular uma frase sem gaguejar.
- Algum problema? - senti sua enorme mão quente sobre a minha, que se encontrava depositada sobre meu colo.
- Vai parecer algo de outro Mundo, mas devo ser a única mulher de 22 anos que nunca foi a um clube nocturno - senti meu rosto enrubecer, devido a imensa vergonha que sentia. Tinha passado meu aniversário de 21 anos estudando para exames, um de Finanças e outro de Sociologia.
- A sempre uma primeira vez para tudo - disse levando a minha mão aos seus lábios - Relaxe, primeira coisa que tens de fazer é simplesmente relaxar e resto flui - informou-me após nossos olhares encontrarem-se.
- Acho que não estamos em trajes apropriados também - informei recebendo como resposta um revirar de olhos que fez-me rir - Ok, relaxar - respirei fundo - Deixar fluir - disse fazendo-o gargalhar.
Exactos quinze minutos se passaram antes do taxi parar na esquina que dava acesso ao clube nocturno, Joseph sai do taxi assim que pagou a viagem, sai logo de seguida vendo-o a livrar-se do casaco, colete e a gravata que usava. Fiquei parada observando a sua cena de strip numa esquina escura. Retirou a camisa da calças, dobrou as mangas até ao cotovelo e desabotou os primeiros botões da mesma.
- Tal como eu pensava - resmunguei - Isso não vai resultar - falei olhando para a roupa que trazia.
- Vai doer muito livrar-se de algum pedaço de pano vermelho? - questionou-me com um sorriso torto nos lábios.
Antes mesmo de poder dar-lhe uma resposta ouvi o som de um tecido a ser rasgado, fiquei perplexa ao vê-lo agaxado diante a mim, rasgando o Valentino que usava sem dó e muito menos piedade, deixando o que era um longo vestido, cobrir apenas metade da minha coxa. A bainha do mesmo estava em um estado critico.
- Melhor? - questionei tentando não entrar em panico com  o seu acto, a ideia era relaxar e fluir.
- Muito melhor - disse com seus olhos fixos em minhas pernas agora despida e os olhos brilhantes e fogosos.
- Homens! - disse passando por ele gingando.
- Camilla, Camilla - disse seguindo-me


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Lamento o tamanho, não estou muito bem, os próximos serão muito maiores.
Comentários Respondidos.
Obrigada por Tudo.
Beijos

5 comentários:

  1. No final da noite esses dois vão acabar numa cama eheh!
    Posta logo.

    Beijos :)

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  2. Haha! Concordo com a Estela.
    Adorei o capítulo, mesmo sendo pequeno. Essa troca de palavras vai acabar numa cama de certeza!
    Posta logo.
    Beijos.

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  3. Ah, obrigada.
    Sobre o capítulo: devia ser um crime fazer isso a um vestido.
    Quero ver o que é que essa noite vai dar.
    Posta logo.
    Beijos :)

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  4. Desculpa o atraso a comentar. Estou em tempo de provas. (Já tinha dito isso no teu outro blog).
    Estou a adorar essa curtinha. Esses dois ainda devem ter alguma coisa debaixo dos lençóis. Acho que a noite não vai acabar no clube.
    Pobre vestido.
    Posta logo.

    Bjs :)

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