15 de junho de 2014

Blind Date 1

“As coisas contigo serão diferentes, eu prometo Sílvia”
Devíamos simplesmente fazer promessas que somos capazes de cumprir. Comigo não seria diferente, já estava destinado a ser igual. Apenas precisava encarar de uma maneira diferente, já que não podia mudar o destino, apenas iria fazer com que o caminho até lá mude. Era o mínimo que podia fazer por mim.
Entrei naquele pub/restaurante e surpreendi-me pelo numero de pessoas que lá estavam. Provavelmente nenhuma se encontrava na mesma situação que eu. Tendo um encontro as escuras por causa de uma melhor amiga que não consegue perceber que o homem por quem ela era apaixonada não passava um idiota que só tinha o objectivo de deixa-la gritar de prazer e logo a seguir iria ter com outra mulher cumprindo o mesmo objectivo.
Eu mato esse Tom se ele voltar a fazê-la chorar.
“Meu filho será o homem mais bonito que encontrares naquela sala”. Isso sim é que é orgulho pelos seus genes, é bom que ela tenha razão, porque os ingleses são conhecidos pela sua frieza e se ele for bonito será muito mais fácil de aturar.
O homem mais bonito da sala.
Analisei cada homem que estava naquela sala e nada chamou-me atenção.
Caminhei para o meio daquelas mesas todas e sentei-me na que tinha um homem com a cabeça baixa, brincando com talheres, também era o único que estava sozinho.
- Isso é ridículo – resmunguei irritada.
- Muito ridículo – concordou comigo fazendo-me observa-lo devido o tom de sua voz.
Ele era o homem mais bonito da sala e provavelmente com a voz mais bonita também.
- Não sei como pessoas poem  as outras nestas situações – resmunguei novamente.
- Acho por estarem mais desesperadas que nós mesmos de termos um companheiro – respondeu a minha não pergunta.
- Eu não preciso de um homem - avisei.
- Minha mãe pensa que eu preciso casar – informou – Apaixonar-me, fazer algo além de trabalhar – disse sorrindo envergonhado.
- Acho que é que todas mães desejam – encarei-o reparando nos olhos verdes brilhantes depositados em mim.
- A minha quer netos – disse fazendo-me sorrir – E eu apenas quero viver, só tenho 27 anos.
- E queres filhos, família quando? – Perguntei.
- Quando eu encontrar a pessoa certa – disse chamando o empregado de mesa – Pode trazer a ementa, por favor? – Pediu ao senhor.
Sorri mais uma vez. Voz, sorriso, olhos e educado.
- A pessoa certa não existe – informei-o – É apenas uma ideia que a gente cria para alimentar o que chamam de “ amor” – esclareci.
- Chamam de “ amor” – repetiu as minhas palavras – Não acredita no amor?
- É outra ilusão criada pelo homem para ser feliz – avisei-o – Você acredita? – Questionei-o.
- Acredito, acho que é uma ligação inexplicável que une duas pessoas – disse – Como mãe e filho – explicou-me.
- Culpa isso os 9 meses que passaste no interior dela, ela estava cuidando dela, e o filho é simplesmente uma parte dela que ela precisa cuidar, não é amor, é egoísmo – disse.
- Profunda – disse sorrindo falsamente, deixa perfeita para a mudança de assunto.
- Meu primeiro jantar com um desconhecido – avisei.
- Então vou dar-te dicas para o próximo – disse sorrindo, enquanto recebíamos a ementa – Deixa ele escolher o que irão beber – disse tirando das minhas mãos a carta de vinho – Duvalley Douro – disse ao empregado de mesa a quem ele entregou a carta de vinho – Melhor vinho do mundo.
- E vem das mesmas terras que eu – disse surpreendendo-o.
- Filha de Camões – gargalhei.
- Pareces minha melhor amiga – falei fazendo-o rir também.
- Amo o Algarve – contou.
- Nunca lá fui – disse corando.
- Eu levo-te – disse dando-me um sorriso torto.
 Bom a dizer anedotas. Adora futebol e passeios, cinema é o lugar que mais ama ir. Odeia comida de sua mãe e falar de trabalho. Sua melhor amiga é sua mãe, pois não há ninguém que ele confie mais no mundo. Namorar para ele é melhor que casos de uma noite, é o quinto encontro que sua mãe arranjou para ele e o primeiro que a pessoa não vem.
- Porque você aceita? – Perguntei colocando mais uma colher do bolo de chocolate em minha boca.
- Como eu posso dizer não a minha mãe – disse rindo roubando mais uma vez um pedaço da minha fatia de bolo.
- Para – ordenei dando uma leve palmada em sua mão.
- Não seja egoísta – disse mostrando-me a língua e fazendo-me gargalhar pela sua infantilidade.
Seus olhos verdes estavam fixos em mim, como se tivesse guardando cada traço meu em sua mente. Senti meu rosto arder, provavelmente devia estar vermelha além de desconfortável, seu sorriso denunciou que estava certa.
- Quero voltar a jantar contigo…
- Sílvia – conclui.
- Sílvia? – Ele disse rindo – Não acredito!
- Porquê?
- Porque afinal tu acabaste por aparecer e jantar comigo – disse ainda com um sorriso estupido nos lábios.
- Samuel?
- Sam – corrigiu ainda sorrindo.
- Tua mãe estava certa – disse.
- No quê? – Questionou curioso.
- Que serias o homem mais bonito daqui.

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Olá Meus Amores. 
Como estão vocês? Gostaram do Capítulo?
Parabéns a nossa Protagonista Sílvia que completou 20 anos na quinta 12/06.
A propósito, preciso do teu nome completo.
 Comentem, divulguem e Leiam as Resposta dos Comentários.
Beijos nas vossas bochechas
Muah! Muah!

5 comentários:

  1. primeiro blind date que eu leio que correu bem

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  2. Adorei o capítulo.
    Afinal era o Sam e não o Tom! Que boa surpresa!
    Obrigada pelos parabéns!
    O meu nome completo: Sílvia Alexandra da Silva Andrade.

    Beijos.

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  3. A Sílvia teve muita sorte!
    Poderia ter aparecido um lunático e afinal apareceu o lindo do Sam.
    Posta logo.

    Bjs :)

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  4. Amei a primeira parte!
    Não conhecia o Sam, e agora jâ estou apaixonada *0* pena que a Silvia o escolheu primeiro kkk
    Posta logo, beijos!

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